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Fibromialgia ataca mais aos pacientes do que outras doenças reumáticas

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Os pacientes com fibromialgia parecem ser menos capazes de lidar com seus sintomas do que pacientes com outras doenças reumáticas. Esta é a conclusão de um estudo da Rush University Medical Center, de Chicago. “A intensidade dos sintomas da fibromialgia pode ser excessivamente profunda para os pacientes com fibromialgia e suas famílias, e também muito desafiador para os médicos tratarem destes pacientes“’, disse o coordenador da pesquisa, o Dr. Robert Katz.Segundo ele, entre aqueles com doenças reumáticas, que preencheram questionários e escalas analógicas visuais descrevendo as suas respostas para os seus sintomas, pacientes com fibromialgia classificaram sua capacidade de  enfrentamento significativamente menor do que pacientes com, por exemplo, artrite reumatóide.

Pacientes com fibromialgia manifestaram durante a pesquisa que se preocupavam “se a dor vai acabar”, “se nunca vai melhorar” e disseram que não eram capazes de parar de pensar na dor, se sentindo “oprimidos”.

 – Pacientes com fibromialgia de fato podem ter sua qualidade de vida bastante afetada. Precisam de um tratamento que envolve medicamento, exercício físico orientado, fisioterapia, acupuntura e acompanhamento psicológico e principalmente hidroterapia. É preciso também contar com o apoio da família. O preconceito é muito forte porque esses pacientes sentem muitas dores e exames laboratoriais e radiológicos são incapazes de apontar o motivo. A dor e a fadiga são sintomas subjetivos e variam muito de paciente para paciente. O médico deve estar muito atento,  ouvir e entender  o paciente em suas queixas e dificuldades emocionais é fundamental – explica o reumatologista e fisiatra Dr. Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.


Fibromialgia em atletas

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Há, nas teorias da origem da fibromialgia, duas grandes correntes: uma afirma que na fibromialgia existe um componente sócio-psicossomático muito intenso, constatado pelos testes dessa área. A outra corrente procura explicar a fibromialgia através de parâmetros químicos e fisiológicos, estudando as substâncias que causam um aumento e uma diminuição da sensibilidade à dor, que são os neurotransmissores. Por isso, muitos médicos acreditam que esportistas e praticantes de exercícios não vão desenvolver fibromialgia, pois tem a endorfina endógena, substância que existe no sangue depois da prática de exercícios e que pode aliviar a dor.

Em um estudo com 15 atletas, 27% deles tinham a fibromialgia, índice quase três vezes superior à encontrada entre a população em geral (10% da população). Os atletas com fibromialgia tiveram redução de até 20% da capacidade pulmonar máxima (VO2max) e incidência maior de lesões musculares do que o grupo sem a síndrome. O grupo com fibromialgia-símile teve, em média, VO2max de 38,89 mL/kg, enquanto o sem a síndrome, 46,78. Apesar de não estar em overtraining (fadiga causada pelo excesso de treinamento), eles tiveram um rendimento menor.

Deve-se lembrar que a fadiga é um dos sintomas da fibromialgia. Se esses atletas com fibromialgia tiverem uma maior contratura muscular, sua identificação pode ser um fator de proteção aos atletas. Também foram dosadas a produção de citocinas (proteínas que regulam a função dos sistemas imunológico, nervoso e endócrino) – o autor encontrou a concentração dessa substância entre os esportistas com a síndrome da fibromialgia que estava até 4,73 vezes maior.

Em pessoas que não praticam exercícios para fins competitivos, a elevação das citocinas vem sendo associada à síndrome da fadiga crônica, semelhante ao overtraining (excesso de exercícios ou de treinamento). Isso também poderia explicar a queda do rendimento. Essa dosagem de citocinas pode ser um pré-detector do quadro de overtraining em atletas competitivos. E. Small, do departamento de Ortopedia Pediátrica do Mount Sinai School of Medicine de N.York, afirma que essa síndrome está cada vez sendo mais diagnosticada entre jovens atletas.

Fonte :: Pediatr Clin North Am. 2002 Jun;49(3):655-62


Uso da toxina botulínica na reabilitação neurológica

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No dia 27 de novembro, quinta-feira, o Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (CREB) promoverá a palestra “Aplicações e Indicações da Toxina Botulínica Tipo A em Reabilitação Neurológica”. O objetivo do evento, que contará com apresentações do neurologista Flávio H. R. Costa e da fisioterapeuta Patrícia Garcia Rocha, ambos do CREB, é discutir as contribuições da toxina botulínica tipo A para recuperar a qualidade de vida dos pacientes com distúrbios motores.

“A técnica de aplicação de Toxina Botulínica Tipo A já é considerada padrão ouro na reabilitação neurológica, mas deve vir sempre associada a um tratamento multidisciplinar”, explica o dr. Flávio, reforçando a importância do trabalho conjunto entre neurologista, ortopedista, fisiatra, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo e outros profissionais.

“O evento do dia 27 marca o início do uso da Toxina Botulínica Tipo A no CREB, que há 30 anos já oferece todo o tratamento multidisciplinar para a reabilitação motora”, comenta o dr. Arnaldo Libman, presidente e também médico do centro. A aplicação será disponibilizada, após avaliação e constatação da necessidade, aos portadores de espasticidade (aumento do tônus muscular), distonias (contração involuntária da musculatura), entre outras patologias, com cobertura de mais de 60 planos de saúde.

A palestra é gratuita e dirigida a médicos de todas as especialidades e fisioterapeutas.

Palestra “Aplicações e Indicações da Toxina Botulínica Tipo A em Reabilitação Neurológica”

Data: 27/11/08, quinta-feira

Horário: 19h30 (com coquetel de encerramento)

Local: CREB (auditório) – Rua Voluntários da Pátria, 408, Botafogo

Informações e inscrições gratuitas : (21) 3182-8282

* certificado para os participantes

Indicações Terapêuticas do  Toxina Botulínica Tipo A

A toxina botulínica do tipo A é indicada e aprovada pela Anvisa para o tratamento de pacientes com distúrbios do movimento, como espasticidade e distonia.

De acordo com o Ministério da Saúde, a espasticidade compromete 67% dos portadores de lesão medular, 75% dos pacientes com paralisia cerebral, 84% das pessoas com TCE, além de pacientes vítimas de AVC e esclerose múltipla. A distonia também afeta os pacientes com estas patologias. Os sintomas destes distúrbios variam desde uma leve contração até uma deformidade severa, que afeta a mobilidade e a qualidade de vida dos pacientes.

Aprovado pela ANVISA para uso terapêutico, a Toxina Botulínica tipo A é considerada uma revolucionária opção pouco invasiva no tratamento dos portadores destes distúrbios. Aplicada diretamente nos músculos comprometidos, a toxina provoca um relaxamento e bloqueia a atividade motora involuntária, o que reduz a dor e aumenta a amplitude de movimento, favorecendo todo o trabalho de reabilitação e melhorando significativamente a qualidade de vida do paciente.

Sobre o CREB

Fundado há mais de 30 anos, o CREB oferece tratamentos de reumatologia, traumato-ortopedia e fisiatria – medicina física e reabilitação (fisioterapia), com o que há de mais moderno em tecnologia e técnicas médicas, além de conceituados especialistas comprometidos com a qualidade de vida dos pacientes.

Publicado em

 



Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:

  • BARRA DA TIJUCA:   Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
  • BOTAFOGO:   Rua Voluntários da Pátria, 408
  • COPACABANA:   Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
  • LEBLON:   Av. Ataulfo de Paiva, 355
  • MÉIER:   Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier

Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:

  • SANTO AMARO:   Av. Santo Amaro, 5702
  • INTERLAGOS:   Av. Interlagos, 2255 - âncora SS03 - Shopping Interlagos
  • TATUAPÉ:   Rua Apucarana, 1619